OS PREMIADOS DO OSCAR: os americanos falaram para alguns americanos.
Por Wagner Chagas de Menezes, em 03/03/2025
Todos os premiados pela Academia de cinema dos EUA, o foram também porque enviaram um duro recado para a politica externa dos governos norte-americamos e suas alianças espúrias. Houve uma nítida demarcação de posições, inclusive contrárias ao trumpismo.
"Brutalista" aborda a questão da imigração e a brutalidade que a envolve para entrar e sair dos EUA.
"Ainda Estou Aqui" fala do horror que foi a ditadura no Brasil e como a apropriação do Estado por meio de um golpe empresarial-militar autoritário e violento impactou em uma família injustiçada, bem como em sua luta para se manter sã, unida e esperançosa.
O documentário palestino, "No Other Land", dirigido por uma parceria entre um cineasta israelense e um palestino, tira a máscara e mostra a crueldade com um bofetada na política pro-sionista de Washington por trás da destruição de casas na Cisjordânia por tropas israelenses.
"Anora", o grande vencedor do Oscar, é um filme russofóbico, e sua premiação pode ser interpretada pelo assombro e indignação em relação às recentes posições de Trump na questão da Ucrânia, com sua virada de chave em relação à Rússia.
Surpreendentemente, desde às manifestações contra a Guerra do Vietnã, no bojo do movimento da Contra- cultura dentro do quintal do Tio Sam, estamos assistindo norte-americanos falando para alguns americanos. Cabe esperar para ver se vão ouvir. Recadinho via Oscar é pouco! O povo americano vai ter que falar mais alto e nas ruas!
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