Trata-se de um mecanismo ineficaz de defesa do ego que se evidecia quando um sujeito adota um comportamento oposto ao desejo original, ou seja, substitui o conteúdo
produtor de angústia pelo seu oposto.
Um
bom exemplo é o genro que diz amar sua sogra como se sua mãe fosse. Contudo, o impulso original é de ódio. Desta forma, ele está substituindo o ódio por
sua mãe, que talvez tenha componentes concretos neste sentimento, pelo amor por
uma outra mulher com a qual não tem história pregressa de conflitos, mas que
representa a mãe.
Este amor reativo é diferente do amor real
na medida em que ele se apresentará exagerado e extravagante, mascarado pela
compulsividade.
Um outro exemplo pode ser daquele
sujeito que tem baixa estima devido a um histórico de maus tratos, não se sente
suficientemente competente para o cargo que ocupa por ter baixa escolaridade,
mas que foi progredindo profissionalmente numa empresa. Para esconder suas deficiências, reais e
imaginárias, esse sujeito assume uma postura arrogante, autoritária e agressiva
de gerencialmente com seus subordinados.
Conta vantagens e se gaba de ter isso e aquilo. Para quem está de fora ele é O Cara, mostra-se
como um leão, mas no seu íntimo é um rato assustado.
As formas extremas de comportamentos,
seja lá qual for sua espécie, são indicativas de formação reativa.
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