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A PERSONALIDADE ANTISSOCIAL COMO PSICOPATIA

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Por Wagner Menezes.  Psicanalista e Historiador  Nas pessoas com personalidade antissocial, o sistema límbico, a parte do cérebro responsável pela empatia e pela solidariedade, está desconectada.  Nos casos mais graves, entra-se no campo das psicopatias. Tanto a sexualidade como a agressividade são naturais no homem desde o seu nascimento; a perversidade não.  A agressividade está ligada ao instinto de sobrevivência, assim como a sexualidade.   Tende-se à agressividade quando se está com fome, medo e dor.  A perversidade não está ligada à manutenção da vida, mas à realização de um prazer mórbido e até narcisista.  Portanto, não há por que confundir agressividade com perversidade. Nas crianças, quais são os indícios de perversidade? 1) Mentiras cada vez mais elaboradas; 2) Tentativa de manipulação pela via emocional ou por chantagens; 3) Prática de furtos domésticos e sociais; 4) Maldade sistemática com irmãos e amigos sem sentimento de...

O MOVIMENTO DE DEMISSÃO SILENCIOSA: resistência psíquica diante da necro-economia neoliberal.

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Por Wagner C de Menezes "Endurecer sempre.  Perder a ternura jamais". (C. Guevara) É preciso resistir sempre e de todas as formas possíveis à grande capacidade do sistema, qualquer sistema, em destruir a saúde física, o afeto e a saúde mental das pessoas.  É legítimo elaborar formas de sobrevivência.  Entregar-se de corpo e alma de forma obrigatória ao trabalho, ignorando que há vida inteligente agradável e interessante fora dali, é um tanto suicida.   É exatamente essa a mensagem, intrínseca ao movimento não organizado conhecido como "demissão silenciosa", que vem se espalhando e se consolidando na Europa, nos EUA e no Brasil já mostra que veio para ficar. Por trás desse movimento, que qualifico de resistência ao necrocapitalismo com a sua máscara neoliberal, assim como as pessoas se obrigam a se enterrar no trabalho, muitas vezes até desagradável e mesmo estando doentes ou adoecendo, por que também não se obrigar a ter uma vida interessante de leituras, fil...

VOU APERTAR E VOU ACENDER AGORA: pulsão, compulsão à repetição, vícios e drogatização

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 (Por Wagner Chagas de Menezes)            Em 1986, o sambista Bezerra da Silva (1927–2005) gravou a música de autoria de Adelzonilton Barbosa da Silva (1943-2016), Moacir Bombeiro e Popular P, intitulado “ Malandragem dá um tempo” .  Os primeiros versos dizem assim : “Vou apertar .  Mas não vou acender agora.  Vou apertar .  Mas não vou acender agora.  Se segura malandro.  Pra fazer a cabeça tem hora” .     Após fazer uma crítica ao ato já no primeiro e segundo versos, o restante da letra fala das vantagens de não levá -lo imediatamente a termo e sempre deixar para depois a sua segunda parte : “ Malandragem dá um tempo.  Deixa essa pá de sujeira ir embora .  É por isso que eu vou apertar .  Mas não vou acender agora.  (…)  Quando os ‘home’ da lei grampeia , Coro come a toda hora.  É por isso que eu vou apertar .  Mas...